XII Café Ecosófico - Agrotóxicos: Uma visão local


O CEAT (Centro de Ecologia Aplicada de Teresópolis) realizou dia 29 de novembro a 12ª edição do Café Ecosófico no Vila Nova Parque Hotel

Programação:
9h: Café da manhã
10h: Palestra
11h: Debate com profissionais convidados

Confira como foi o evento clicando aqui

XI Café Ecosófico (agosto 2014)


Confira as fotos do XI Café Ecosófico promovido pelo CEAT! clique aqui.

O XI Café Ecosófico, realizado no dia 02 de agosto, às 9:00 no Horto Municipal foi um sucesso!
Teve como tema as palestras: A Energia da Terra e Alimentos Saudáveis.
Estiveram presentes, no evento, 80 pessoas, entre associados, amigos e convidados.

Confira as fotos!

Grande abraço,
Simone Chacon (Presidente).

Queimada já atingiu área de 1330 campos de futebol.

Foto: Roberto Ferreira

Na tarde deste sábado, as chamas que consomem a vegetação de Mata Atlântica dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos chegaram a uma área com 2.150 metros de altitude. Os esforços de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e do Ibama não foram suficientes para evitar que o fogo que se alastra pelo Parque Nacional da Serra dos òrgãos chegasse aos campos de altitude da unidade de conservação federal – área que tem um dos ecossistemas mais raros da Mata Atlântica. Até sexta-feira, a frente de fogo estava restrita ao Morro do Mamute, em Petrópolis.

Ao todo, 20 pontos de incêndio atingiam Petrópolis na manhã deste sábado. Dos 21 identificado na sexta-feira, apenas um, na região do Vale das Videiras, foi extinto. Ao menos 200 bombeiros tentavam combater as chamas que já destruíram 3,3 mil hectares de vegetação na cidade serrana. Oito grandes incêndios estavam sendo combatidos, na manhã deste sábado. Em alguns pontos, como na região de Secretário, o fogo está a 100 metros de casas.

— Faço um apelo à população para que não coloque mais fogo em uma folha sequer. Os incêndios em Petrópolis acontecem por causa de atitudes humanas. Nosso apelo é para que as pessoa não queimem lixo, não façam a limpeza de terrenos com queimadas, não soltem fogos ou joguem guimbas de cigarro próximo à áreas verdes. Com o clima seco, qualquer fagulha inicia um incêndio — pediu Roberto Robadey Júnior.

Fonte: O Globo

Almoço da Primavera foi um sucesso!

O Almoço da Primavera do CEAT foi realizado no dia 21 de setembro, no Vila Nova Parque Hotel. Estiveram conosco 80 pessoas entre amigos e associados do CEAT.



O almoço teve música ao vivo do grupo TRIO LOZ TREZ ( Batera, Delso e Roberta). Durante a apresentação tivemos as participações artísticas, especiais, de Carmino Pacheco e Luiz Carlos Teodoro.

A presidente do CEAT Simone Cahcon, fez uma apresentação das atividades que o CEAT realizou desde o início de sua gestão, até setembro.

Ao final os diretores Augusto Edmundo Braga e Jorge Serafim realizaram um sorteio entre os presentes. Foram sorteadas  jardineiras que fazem parte do Projeto Florir Teresópolis e lindas orquídeas (veja aqui as fotos do sorteio).


Faltou água no debate eleitoral (MARCIA HIROTA)

É de espantar a ausência do tema “água” no debate eleitoral, seja ele federal ou estadual. Nem mesmo a alarmante situação da falta d’água no Sudeste, região que vive uma grave crise de abastecimento, fez com o tema entrasse de forma estratégica e séria no debate político. E o que falar de São Paulo, cuja capital e região metropolitana, onde vivem 10% da população do país, acorda todos os dias com a notícia de que os níveis de seus reservatórios abaixam a cada manhã – isto quando o destaque não é para a falta d’água em sua própria torneira?


Nas declarações do governo do Estado de São Paulo, que tem o governador como candidato à reeleição, o que vemos é a tentativa de passar um clima de tranquilidade à população, o que não corresponde à gravidade da questão. Já a oposição, quando aborda o tema, é para fazer ataques à atual gestão, passando longe do que realmente deveria ser o foco do debate: a grave crise ambiental.

O abastecimento urbano de água envolve, por suposto, a conservação de mananciais, obras de captação, tratamento, distribuição e armazenamento, zoneamento urbano e um planejamento complexo, com instrumentos de gestão e regulação integrados. Há décadas, São Paulo tornou-se grande demais para seus mananciais e busca água cada vez mais longe, em outras regiões. Isso gera conflitos que precisam ser mediados por agências de água e comitês de bacias de forma compartilhada, mas é apenas parte do problema. A outra parte é a saúde dos próprios mananciais. Ocorre que para ter água, como todos sabemos, é preciso ter florestas. E o Estado de São Paulo, assim como o restante do Centro-Sul e o Nordeste do país, primam pela ausência de cobertura florestal.

Dados do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica apontam Minas Gerais como recordista do desmatamento pela quinta vez, e o Estado é justamente o que reúne as nascentes das bacias dos rios Doce, São Francisco, Paraíba do Sul e do Sistema Cantareira, entre outros grandes rios que abastecem cidades e metrópoles.

Para piorar, o novo Código Florestal tornou grande parte desse déficit permanente, ao reduzir a proteção florestal do entorno de nascentes e margens de rios e ao mudar a forma como a faixa a ser protegida é calculada. Além disso, a água que cai (ou costumava cair) do céu no Sudeste é gerada em outra floresta, a Amazônica. De acordo com um estudo de Antonio Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o alto desmatamento acumulado ali pode estar se juntando à mudança climática para produzir um mundo no qual a estiagem de 2013-2014 seja regra e não exceção.

(...)

Marcia Hirota é diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.

FONTE: Revista Época